PARCERIA CELAFISCS - SES-SP

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Apesar do incremento da expectativa de vida, cada vez mais o impacto das doenças crônicas não transmissíveis e de outros distúrbios resultantes da interação do indivíduo, coletivo e ambiente têm preocupado pesquisadores, profissionais e políticos envolvidos com a prevenção e promoção da saúde. Por esta razão, uma das grandes metas regionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a importante questão dos estilos de vida e formas de comportamento saudáveis.

 

A organização seguirá a estratégia da Promoção e Proteção da Saúde que aborda a necessidade de considerar as formas de conduta e estilos de vida que causam múltiplas doenças dando ênfase tanto para o comportamento individual como para o coletivo. Neste sentido, o Projeto Exercício é Saúde contribuirá com o objetivo da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), que tem procurado promover a saúde, seguindo as políticas sugeridas pela OPAS e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em estabelecer programas de informação e educação para difundir na população conhecimentos sobre a promoção da saúde e estimular o desenvolvimento de um estilo de vida sadio, assim como apoiar a geração, avaliação, difusão e utilização de informações relativas à saúde em geral e a promoção e proteção da saúde através de um estilo de vida mais ativo, tornando o cidadão mais autônomo em relação a sua saúde.

Está provado que a prática regular de atividade física contribui para a prevenção e tratamento das doenças crônicas não transmissíveis tais como doença cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes, câncer de mama e câncer de cólon. Também ajuda a prevenir a hipertensão, excesso de peso e obesidade e contribui para a saúde mental, melhoria da qualidade de vida e bem-estar. Não agir no sentido de aumentar os níveis de atividade física levará ao aumento dos custos, com um impacto negativo nos sistemas de saúde, no ambiente, no desenvolvimento económico, bem-estar da comunidade e qualidade de vida. A implementação exigirá uma forte liderança, em conjunto com parcerias intergovernamentais e multissetoriais, no sentido de obter uma resposta coordenada e completa de todo o sistema.

 

As ações do Programa Agita São Paulo, estão em consonância com diversas políticas e ações globais atuais, no âmbito nacional e internacional que têm impulsionado a promoção da atividade física, como iniciativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) que tem como meta reduzir a inatividade física até 2025 em 10%, e até 2030 em 15%, seguido da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A Promoção da Atividade Física, se faz necessária a partir dos artigos previstos tanto na constituição brasileira como mais especificamente no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente no sentido de que é dever do estado e direito do cidadão o acesso a Saúde, Educação, assim como à criança e adolescentes o direito à vida, saúde, alimentação educação, “Esporte e Lazer”, profissionalização e cultura.

 

De acordo com o Plano Global para a Atividade Física e Saúde, os países devem desenvolver ações no sentido de diminuir em 15% a inatividade física das populações até 2030.

 

Considerando que a promoção da atividade física é reconhecidamente uma ação fundamental à obtenção de uma plena condição de saúde, a adoção de um estilo de vida mais ativo, está também relacionada a importantes aspectos econômicos, no sentido de proporcionar a diminuição com gastos na manutenção da saúde, tanto no âmbito dos serviços públicos quanto do ponto de vista do próprio âmbito individual de cada cidadão, na medida que pessoas mais ativas ficariam menos doentes, reduzindo os gastos com remédios e serviços de saúde em geral.

 

International Society for Physical Activity and Health (ISPAH) (2016). A Declaração de Bangkok sobre Atividade Física para a Saúde Global e Desenvolvimento Sustentável.

 

 “Declaração de BangKok sobre Atividade Física e Saúde Global e Desenvolvimento Sustentável:

Reconhecer que a atividade física inclui todas as formas de movimento humano e vida ativa, incluindo caminhadas, exercícios e esportes, é um comportamento natural que confere muitos benefícios.

 

Endossar  a urgência de abordar as doenças não transmissíveis (DNTs), incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, vários cânceres, doenças respiratórias, demência e problemas de saúde mental, que contribuem para um fardo significativo de morte prematura, doenças e deficiências sociais e encargos econômicos para todos os países.

 

Reafirmar  que a inatividade física é um dos principais fatores de risco modificáveis para DNTs e é uma estratégia fundamental para reduzir a carga de DNTs, conforme articulado no plano de ação global da OMS para a prevenção e controle de DNTs, 2013–2020.

 

Chame a atenção para os altos níveis de inatividade globalmente e as desigualdades ao longo da vida daqueles que atendem às Recomendações Globais da OMS sobre Atividade Física, especialmente em relação a gênero, deficiência e disparidades regionais e socioeconômicas.

 

Enfatize que as ações para fornecer ambientes de apoio que reduzam a inatividade física fornecem benefícios e também podem reduzir significativamente os custos de saúde, aumentar a produtividade econômica e fornecer retorno efetivo sobre os investimentos em setores como transporte e turismo.

 

Destacar que os motivadores da inatividade física estão ligados à sociedade e ao meio ambiente mudanças, incluindo tecnologia, globalização e a urbanização, que estão transformando como as pessoas vivem, trabalham, viajam e se divertem, e cada vez mais níveis de comportamentos sedentários

 

Reconhecer que o esforço global para diminuir a inatividade física tem sido insuficiente, apesar de seu papel significativo na prevenção de DNTs, e agora há uma necessidade urgente de fortalecer e dimensionar o desenvolvimento, priorização, financiamento e implementação de evidências planos nacionais informados para permitir a todos os países para atingir a meta global da OMS para redução inatividade física para crianças e adultos em 10% até 2025. Identificamos oportunidades de urgência priorização e implementação que apoiará e promover a redução da inatividade física e contribuir para alcançar a Agenda 2030 específica objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS).