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Nível de atividade física da população do Estado de São Paulo: análise de acordo com o gênero, idade, nível socioeconômico, distribuição geográfica e de conhecimento

A inatividade física tem apresentado a maior prevalência entre os fatores de risco para morbi-mortalidade cardiovascular. Esse fenômeno é evidenciado em todos os países e ainda mais nos países em desenvolvimento. Preocupados com esse problema,tivemos como objetivo avaliar o nível de atividade física (NAF) da população do Estado de São Paulo. Foram entrevistados 2001 indivíduos de 14 a 77 anos de idade (953 sexo masculino e 1048 do feminino) em julho de 2002, correspondendo a uma amostra estratificada quanto ao gênero, grupo etário e nível socioeconômico. Os indivíduos foram selecionados de 29 cidades de grande, médioe pequeno porte no estado; e as entrevistas foram distribuídassegundo as características encontradas na população do Estadode São Paulo. O questionário utilizado para determinar o nível de atividade física foi a versão 8 do Questionário Internacional deAtividade Física (IPAQ) na forma curta, com a aplicação deentrevista referente à semana anterior, contendo perguntas emrelação à freqüência e duração da realização de atividades físicas moderadas, vigorosas e da caminhada. Os indivíduos foram classificados em muito ativo, ativo, irregularmente ativo esedentário. O sedentarismo foi maior nas nas classes A (55,3%) eE (60%), sendo que nas classes B, C e D a porcentagem variou de42% a 49%. Os resultados demonstraram similaridade entre osgêneros, sendo 54,5% e 52,7% de homens e mulheres considerados ativos e muito ativos, respectivamente. Quando analisados por região, as pessoas do litoral foram mais ativas (66,5%) que as do interior (53,4) e do que os da área metropolitana 39,4%. O NAFnão diferiu entre os grupos etários, sendo que a maior parte dosativos (55,3%) estava no grupo mais jovem (15 – 29 anos), 52,5% no grupo de 30 – 49 anos; 53,6% no grupo de 50 – 69 anos e 47% no grupo acima de 70 anos.  A classificação do NAF segundo onível socioeconômico, evidenciou que os grupos A (mais ricos) eE (mais pobres) apresentaram maior prevalência de indivíduosque não alcançaram a recomendação, sendo o fato mais evidenteno grupo E. A porcentagem de indivíduos ativos foi maior entreaqueles que conheciam o programa Agita São Paulo (54,2%) que entre aqueles não conheciam o Programa (31,9%); e, por outrolado, a porcentagem de insuficientemente ativos (sedentários+irregularmente ativos) foi muito maior entre quem não conhecia (69,0%) o Programa que entre aqueles que o conheciam (45,8%). Concluímos que os níveis relativamentemenores de sedentarismo do presente estudo que os apresentado sem levantamentos anteriores, provavelmente, reflete a inclusão da caminhada e da atividade física no modelo IPAQ, e/ou o potencial interesse na promoção da atividade física observadanos últimos anos. Entretanto a prevalência de sedentarismoainda é alta e deve ser prevenida através de campanhaspopulacionais com abordagens modernas.

PALAVRAS-CHAVE: atividade física, sedentarismo, nívelsocioeconômico.