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  • 06.02.17
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  • João Pedro Junior
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Osteoartrose e atividade física

A osteoartrose é uma doença crônica, progressiva e degenerativa da articulação,1 sendo a causa mais comum de incapacidade nos Estados Unidos 2 e a mais comum das afecções das articulações sinoviais, com dor substancial e incapacidade.3 A dor associada à osteoartrose é a principal causa de restrição da atividade física em idosos.4 A restrição à atividade física leva a fraqueza e hipotrofia muscular, diminui o condicionamento físico, aumentando a dor e levando o indivíduo à incapacidade física. A inatividade física no paciente com osteoartrose pode levar à exacerbação da dor e aceleração do comprometimento físico.5 A atividade física tem se mostrado eficiente na prevenção e no tratamento coadjuvante do diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia, osteoporose e de alguns tipos de câncer.6Um dos obstáculos enfrentados pelos médicos no manejo com os indivíduos com osteoartrose é a frequência na confusão conceitual de atividade física, exercício e esporte. Enquanto a primeira expressão se refere a qualquer movimento que o corpo realize em função de contração muscular, com gasto energético acima do repouso, o exercício é uma forma mais elaborada dessa atividade em que se incluiu intensidade, duração e frequência.7 Já o esporte é uma atividade física que inclui aspectos de desempenho e competitivos, que pelos riscos envolvidos não representa a melhor opção no tratamento da osteoartrose.De acordo com o comprometimento articular radiográfico (classificação de Kellgren & Lawrence), a osteartrose pode ser classificada em 4 graus (grau 0 = ausência de alterações radiográficas características até grau IV = espaço articular quase ou totalmente inexistente com esclerose do osso subcondral).8 O objetivo deste artigo é apresentar uma breve revisão das evidências na relação entre atividade física e osteoartrose, excluindo os quadros agudos e estágios mais avançados da enfermidade.