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Dr Victor Matsudo em Stanford para participar do Projeto WELL for Life

Leland Stanford, governador e senador pela California, aonde havia feito fortuna como proprietário da estrada de ferro que ligava o este ao oeste americano, teve com sua esposa Jane Stanford um filho, Leland Stanford Jr, que adorava arqueologia e que por isso ainda antes de iniciar seus estudos universitários em Yale havia ido ao Egito, aonde provavelmente adquiriu febre tifoide e veio a falecer na Itália. Chocados com a tragédia, resolveram ir a Yale e ofereceram apoio financeiro para a construção de um edifício do campus, desde que o mesmo levasse o nome de seu filho. Viram então seu intento desaprovado pelo reitor que alegou que os estatutos da universidade não permitiam que edifícios tivessem nomes de pessoas. Frente a essa situação resolveram voltar para Palo Alto, aonde haviam anteriormente comprado grandes quantidades de terra com o objetivo de produzir vinho, e doaram aquelas terras e mais generosas quantidades de dinheiro para a construção de uma nova universidade, em 1885, que levou o sobrenome do casal e que hoje é uma das melhores, universidades do mundo.

A universidade teve dificuldades financeiras após a morte do casal, teve grandes danos com o terremoto de 1906 e cresceu em bases modestas até ao final da Segunda Grande Guerra, quando um reitor levou o campus para onde hoje é o Vale do Silício, dando então um salto econômico, sendo a primeira universidade a alcançar 1 bilhão de dólares de orçamento. As conquistas da Universidade foram imensas. Na área esportiva é impressionante: 270 medalhas olímpicas, das quais 139 medalhas de ouro. A Universidade e ex-alunos fundaram um enorme número de companhias que produzem mais que 2,7 trilhões de dólares de renda anual, equivalente a décima maior economia do mundo. Dela surgiram 30 bilionários, 17 astronautas e 67 vencedores do Prêmio Nobel.

Fico lisonjeado de poder ter sido convidado pelo Departamento de Saúde Pública de participar em um super-projeto, WELL, que envolve 20 milhões de dólares, na qualidade de Membro do Adivisory Board, ao lado de pesquisadores do mais alto nível como Larry Green (Berkeley), Jonathas Feldman (UCLA), Abby King (Stanford), Martin Landray (Oxford) e tantos outros, coordenados pelo John Ioannidis. O projeto é ambicioso e tenta redefinir well-being, medi-lo e finalmente intervir em quatro países (EUA, China, Taiwan e Singapura). Espero que em futuro próximo muito de vocês possam estar passando por experiências semelhantes ou melhores, mas sem dúvida agradeço as diversas gerações do CELAFISCS que contribuiram com essa conquista.

WELL for Life